Deixo aqui esse vídeo que gosto muito, embora seja pequeno, com um trecho da música Vou Partir, para deixa o blog menos parado.
Como o tempo tá curto, tá complicado colocar mais coisas por aqui, mas para quem gostou da coletânea de samba, preparem os ouvidos que vem mais uma, recheada de coisa boa, uma música melhor que a outra, se é que isso é possível.
E pra começar a seleção já segura o coração pra aguentar a voz do grande Freddie McKay, que já passou pelas mãos de Prince Buster, Duke Reid e Coxsone Dodd, indo do Rocksteady e até o Roots Reggae.
Em seguida, Elvis Presley. Na verdade, Jimmy London, outro dono de uma bela voz (algo comum na coletânea claro), cantando Suspicion, do “rei do rock”. Esse som saiu de um albúm da Trojan chamado All Shook Up – A Reggae Tribute To The King, só com covers do Elvis. Bom o som tá mais pra um lovers, mas beleza, é bom de qualquer jeito.
A próxima é do Eric Monty Morris (na foto acima, ainda jovem), que para quem conhece vai estranhar já que ele cantava Ska, inclusive foi o vocalista original do Skatalites, mas nesse som, ele canta um belo (!) Rocksteady, My Lonely Days, não tenho nem palavras, música simplesmente fudida! E falando em coisas fudidas, lá vai The Kingstonians (foto abaixo), com Mother Miserable, produzida por Coxsone em 68.
“Things is going wrong for me, why can’t I see my baby still with me? Now I’m in misery. I gave her everything that I had, and now I’m all alone, with no one to call my own. I’ll never love again no, never I’ll be more than a friend, my heart is full of pain…”
Esse é o espírito do Rocksteady, ê tristeza! Enfim, essa é do Lloyd Charmers, Things Going Wrong!
O próximo som é de 67, Carl Dawkins com Hard Time, com uma pegada meio Ska ainda, do selo Super Oldies Records. O que que é isso, que pedrada caralho! Depois dessa rocha na cabeça segura mais essa, Please Don’t Leave Me por Beverley Simmons, um Rocksteady fudido de 68 da Island Records. Não tenho conhecimento sobre essa bela cantora, só conheço uma outra música dela, ou seja, é mais um exemplo das obscuridades e raridades perdidas da música jamaicana. Ou eu simplesmente não sei nada…
Agora fica com Denzil & Pat, com esse Rocksteady de 1968, pela Downtown Records, cantando Sincerely, ou melhor, implorando.
“Sincerely, Don’t you know I love you, I do anything for you, please say you are mine”
Em seguida, Cynthia Richards, meu deus que voz é essa? Só ouvindo pra entender… Voltando ao assunto, essa grande voz que teve seu primeiro som produzido por Coxsone Dodd em 1969, dessa vez arregaça com Foolish Fool, desta vez lançado na Inglaterra, pela Clandisc em 1969.
Agora segura os tímpanos, que lá vem um Hammond fudido estridente! Essa é pedra demais, uma rocha! The Righteous Flames com You Don’t Know, de 1968.
Produzido por Randy’s e lançado em 70 se não me engano, essa é da Nora Dean, mesma que ficou famosa pelo tune Barbwire, clássico Skinhead Reggae. Uma bela voz!
Ah segura coração! Mais uma para os apaixonadosm Glen Adams com She’s So Fine (I’ve Got A Girl), grande artista que embora não muito conhecido, já foi inclusive organista oficial dos Upsetters. Ainda está na ativa. Já finalizando a seleção, depois de um tempo sem postar nada, lá vai um dueto, do mestre Slim Smith, com a Norman Frazier, som sensacional.
E pra fechar, com chave de ouro, The Minstrels, So Weary. Sem mais, só aproveitem essas pedradas nos seus pobres corações.
É isso ai, mais uma só da boa e velha música instrumental!
Já no 5º volume aqui do blog, essa coletânea está com um ritmo mais lento, uma batida mais tranquila, pra dar aquela relaxada, esfriar a cabeça e transcender algumas coisas. Tudo isso por meio da música, aaah música!
Pra começar essa sessão de reggae medicinal (praticamente) uma versão da música dos Beatles, And I Love Her, comandada por Byron Lee & The Dragonaires, extraida da coletânea da Trojan que é um tributo aos garotos ingleses, e é outro exemplo de como Beatles fica impecável em roupagem jamaicana.
Seguindo tranquilamente as batidas de And I Love Her, vem ai uma música que fica muito boa na voz de Ken Boothe, desta vez pelo grande Lynn Taitt & The Jets, I Don’t Want To See You Cry.
Agora com uma pegada de Jazz, o produtor e guitarrista, não muito conhecido, pelo menos por mim, Ronnie Williams, tocando Jazz Mood de 1976.
Já de 77, “Gladdy” (foto ao lado), apelido de Gladstone Anderson, que foi um tecladista, pianista e cantor, e teve um papel importante na música jamaicana, ajudando a definir o Ska, o Rocksteady, e sendo o substituto do inigualável Jackie Mittoo. Pois é, ele trabalhava pro Duke Reid, na Treasure Isle, e quando o Skatalites gravava lá, era Gladstone Anderson que subistituia o mestre. Ele também trabalhou para o Coxsone e Leslie Kong. E para quem acha que ele era fraco só porque era “substituto”, foi ele quem criou o termo Rocksteady, durante as gravações de Take It Easy, do Hopeton Lewis. E é isso, a música dele que eu escolhi foi Everybody Knows, bem tranquila, do albúm Glady Unlimited.
Falando em Jazz, sente o trompete nessa bela música do Sonny Bradshaw Seven, It Must Be. Sensacional! A seguir, Joe Gibbs All Stars, grande produtor jamaicano, em uma música com batida bem devagar, pra dar aquele soninho, acompanhado de delicados metais.
Pois é, metais dão o toque de chef novamente nessa outra música da sequência, desta vez com o grande, o ilustre Tommy McCook! Harvest In The East! Só escuta e sente…
Dobradinha de Tommy McCook, e convenhamos, o cara merece. Saxofonista que foi membro e fundador do Skatalites, e claro que vindo da Alpha Boys School, o cara manda muito, com uma música melhor que a outra ele tá sempre presente aqui nas seleções. Enfim, Billy Joe, por Tommy McCook.
Mais uma de mestre, Cedric “Im” Brooks & David Madden em Saxish Fashion, retirado do albúm Money Maker, lançado pelo Studio One em 1969, que ainda conta com a participação de Jackie Mittoo.
Em seguida, outra do Lynn Taitt & The Jets (foto ao lado), o “arquiteto do rocksteady”, como alguns o chamavam.Isso porque Lynn Taitt foi o responsável pelo ritmo do rocksteady inaugural, Take It Easy. Mas a música da vez é Smoky Places, bem conhecida do grupo. O mestre faleceu esse ano, dia 20 de Janeiro.Fica aqui um link de um podcast feito em homenagem à Lynn Taitt, pela Y&M Crew no Invasão Jamaica.
Bom, continuando com a seleção, a próxima é outro som do Cedric “Im” Brooks & David Madden, Sea Breeze, muito bom, claro.
E não tinha como ele não estar presente nessa seleção, ele mesmo, que já foi bem comentado, Jackie Mittoo, quebrando tudo e ao mesmo tempo nos presenteando com uma melodia suave em Feel It.
Depois de um mestre, outro mestre, ou melhor: mestres. The Upsetters comandados e produzidos pelo grande Lee Perry mandam muito nesse som, Slow Motion Version 2, do albúm The Upsetter de 1969. Instrumental fudido, com um baixo que dita toda a música. Pois é, não saia coisa ruim das mãos do doido do Lee Perry, muito menos quando vinha dos clássicos Upsetters.
E agora sim, pra finalizar em grande estilo, essa música fudida do Augustus Pablo com Herman’s All Stars. Augustus Pablo que foi produtor e multi instrumentista, famoso por tocar Melodica (Escaleta) como podemos notar nessa música, East Of River Nile, extendida com a outra versão da música. E é dele a foto abaixo. Relaxem e aproveitem a seleção.
01. And I Love Her – Byron Lee & The Dragonaires
02. I Don’t Want to See You Cry – Lynn Taitt & The Jets
03. Jazz Mood – Ronnie Williams
04. Everybody Knows – Gladstone Anderson
05. It Must Be – Sonny Bradshaw Seven
06. Ghost Capturer (Duppy Conqueror) – Joe Gibbs All-Stars
07. Harvest in the East – Tommy McCook
08. Billy Joe – Tommy McCook
09. Saxish Fashion – Cedric Im Brooks & David Madden
10. Smoky Places – Lynn Taitt & The Jets
11. Sea Breeze – Cedric Im Brooks & David Madden
12. Feel It – Jackie Mittoo
13. Slow Motion Version 2 – The Upsetters
14. East Of The River Nile (River Nile Version) – Augustus Pablo & Herman’s Allstars
Summertime com Satelite Kingston começa quebrando tudo! Percussão e metais impecáveis! Só sente, isso é new school de qualidade, um exemplo à ser seguido!
Puta que pariu!
Mas não para por ai, em seguida vem a clássica do Reggae, Satta Massagana, em uma versão do grande Ernest Ranglin, guitarrista sensacional jamaicano, que ajudou na criação do Ska, e dizem que foi ele que criou o scratching, estilo de tocar a guitarra no Ska, dando aquele som característico.
Mantendo os clássicos do Roots, Cedric Im Brooks (que já tocou inclusive no Skatalites), no riddim de Java, assopra e muito seu saxofone em Ethiopia.
E pra quem tá estranhando, vou passar a comentar todas, ou a maioria das músicas. Acredito que deixa a seleção ainda mais interessante.
Mudando um pouco o ritmo, uma bela música de Richard Ace, mandando muito no orgão nesse Skinhead tune de primeiríssima. E mantendo os Skinhead Reggae’s, Live Injection, dos Upsetters, a banda de esúdio do Lee ‘Scratch’ Perry. Clááássico!
Pra manter o nível, que tal Jackie Mittoo (foto ao lado)? Pois é, também fundador dos Skatalites e diretor músical do Studio One, mostra que sabe tudo em Sure Shot.
Ae caralho, tem até Beatles! The Dynamites fazem uma bela versão de Hey Jude, dos garotos ingleses, que pra mim deviam ter nascidos na Jamaica, porque todas suas músicas ficam simplesmentes fudidas em Reggae!
E formados por Lloyd Charmers e contendo somente grandes da música em sua formação, sendo até confundidos antigamente com The Upsetters, The Hippy Boys, em Reggae Pressure! Qualidade.
Com sons de passarinhos e tudo, que tal esse belo GroovyReggae de Jo Jo Bennett & The Mudies All Stars, trompetista que passou pela Alpha Boys School. E como de lá só sai músico de primeira, a próxima música é do Bobby Ellis, também trompetista que passou na mão da Sister Mary Ignatius Davis, tocando Step Softly, realmente muito soft, os ouvidos agradecem.
Em seguida, duas músicas produzidas nos anos 80, por Coxsone Dodd, no Studio One. O albúm Mr. Music, de Pablov Black, tecladista e multiinstrumentista, era pra ser originalmente um disco de Dub, mas com influências do Early e Roots Reggae saiu estas belas músicas.
E pra fechar a coletânea, desta vez com 14 músicas, estilo LP, mais uma dobradinha do The Crystalites. Banda do produtor e músico Derrick Harriott , um dos melhores do gênero, foram lançados pela Trojan Records, e tem uma sonoridade ao estilo Upsetters de ser. As duas músicas finalizam com tudo essa seleção, e deixo destaque a música Slippery, sem desmerecer a Finders Keepers, mas ela é muito foda!
É isso ai, espero que gostem da coletânea. E na foto abaixo, o mestre Derrick Harriott.
01. Summertime – Satelite Kingston
02. Satta Massagana – Ernest Ranglin
03. Ethiopia – Cedric Im Brooks
04. Hang ‘Em High – Richard Ace
05. Live Injection – The Upsetters
06. Sure Shot – Jackie Mittoo
07. Hey Jude – The Dynamites
08. Reggae Pressure – Hippy Boys
09. Leaving Rome – Jo Jo Bennett & The Mudies All Stars
Seguindo a linha do último post, mando mais um de Samba. Mas dessa vez, um documentário do grande Moreira da Silva.
Este documentário foi produzido em 2008 pela TV Cultura. “Mosaicos – A Arte de Moreira da Silva” tem participações de Jards Macalé, Dicró, Comunidade Samba da Vela, Tereza Gama e grupo Choro em Linha de Passe.
Retirado no ótimo blog de samba – http://www.vermutecomamendoim.com/
Hoje é a seleção da vez é diferente e muito especial, não sei se vai agrada a maioria que gosta de música Jamaicana, mas Samba é demais, Adoniran Barbosa é demais, e merece seu devido respeito. A coletânea está finérrima, muito boa mesmo, modestia a parte!
Acho bacana comparar o Samba com o Reggae e toda a música old school jamaicana, ambos tiveram muitas mudanças ao longo de tempo, e foram esquecidos a cada ano que passa, desde o ano de seu lançamento, que nem devidamente reconhecidos eram. Nelson Sargento, sambista de primeira, na música Agoniza Mas Não Morre, fala um pouco disso. Olhe só alguns trechos, e confira a música que está presente na seleção.
“Mudaram toda tua estrutura,
te impulseram outra cultura,
e voce não percebeu”
Pois é, mas o samba, como o reggae, resiste, a sua cultura resiste. Coisa boa não pode virar simplesmente história.
Enfim, 100 anos de Adoniran Barbosa, o maior paulista de todos, e para mim um dos melhores compositores. Sua simplicidade conquista, e suas músicas então nem se fala, uma melhor que a outra. E merece essa singela homenagem. A baixo um pouco da sua história, retirada da Folha de S. Paulo, publicada no dia 13/01/10, escrita por Romulo Fróes .
“Dentre suas inúmeras faces, podemos separar o samba em dois sentidos dominantes: o lugar do prazer, da celebração, do ócio e aquele onde a vida é suspensa, o lugar dos sambas tristes, para trás. É comum associar Adoniran Barbosa ao primeiro sentido aqui descrito, mas o vejo como um ponto cego entre esses dois lugares.
Lembrado mais por letras bem-humoradas, suas canções carregam uma melancolia disfarçada. Comicidade e tragédia se misturam em uma mesma canção. Faz graça para fugir do ressentimento de ter sido posto de lado com o surgimento da Jovem Guarda, “(…) e eu que já fui uma brasa, se assoprarem posso acender de novo”. Faz soar engraçadas histórias trágicas ditas com seu linguajar “errado”, aprendido nas ruas do Brás e do Bexiga, onde, como ele mesmo dizia, “o crioulo e o italiano falam igualzinho”.
E alertava, “para falar errado, precisa falar certo”. Vem daí o sorriso no rosto de quem canta uma história triste como a que narra “Saudosa Maloca”.
Percorria toda a cidade com sua música. Era um andarilho, como Nelson Cavaquinho. Mas diferente deste, tinha autonomia sobre seu percurso. Conhecia suas ruas, vilas, favelas, bares, seus personagens e suas histórias. Tudo que via, ouvia, transformava em canções. O “Trem das Onze”, o “Viaduto Santa Ifigênia”, o “Torresmo à Milanesa”, a “Saudosa Maloca”. Comportava-se como um documentarista. Como Noel Rosa, de quem tomou emprestado “Filosofia”, samba com o qual foi premiado em um concurso de intérpretes e que finalmente lhe abriu as portas do rádio.
Adoniran se tornou dentro do samba uma de suas figuras mais singulares. Muitos motivos devem ter contribuído para a construção de seu gênio, mas acho determinante o fato de ter nascido em São Paulo. A cidade, de extrema importância para a música brasileira no que se refere ao seu adensamento, onde desde sempre os movimentos tomam forma e se propagam para o resto do país, tem em Adoniran um dos raros casos de artistas que poderiam representar uma espécie de escola paulista. O fato de até hoje não termos criado uma clara tradição em música popular pode tê-lo liberado das normas tão rígidas do gênero. Sem ter a quem dar satisfação, sentiu-se livre para suas invenções.
Se o samba é carioca e baiano, São Paulo, acusada tantas vezes por sua falta de ginga, gerou um dos mais originais compositores da música popular brasileira. Adoniran era paulista. E só podia ter sido. No fim de sua vida, reclamava que não encontrava mais São Paulo. “O Brás, cadê o Brás? E o Bexiga, cadê? Mandaram-me procurar a Sé. Não achei. Só vejo carros e cimento armado”. Teria reencontrado se tivesse procurado em suas próprias canções.”
Abaixo a história da música Saudosa Maloca, contada por Adoniran Barbosa:
“Onde hoje é o Cine Áurea era o Hotel Albion, que acabou sendo demolido. O prédio ficou abandonado por uma porção de tempo. Uns e outros sem compromisso, que pra ganhá pra cachaça e pro sanduíche faziam biscates nas férias, lavavam carros ou eram engraxates, de noite se escondiam lá dentro, pois não tinham onde dormir. Eu conhecia todos eles – o Mato Grosso, o Joca, o Corintiano. Eu visitava eles, junto com o Peteleco [cachorro de Adoniran], naquela moradia. A gente batia papo, se entendia e se queria muito bem. No dia que começou a demolição do casarão, cheguei lá e num vi mais nenhum dos meus amigos. Sumiram, fiquei triste e tive a ideia de fazer um samba pra eles”.
É mais do que claro o seu amor por São Paulo, mas devemos lembrar que era outra São Paulo da que conhecemos, como o final do texto acima disse. Uma vez li em algum lugar uma frase do Adoniran que dizia, mais ou menos assim, que para ele São Paulo morreu na década de 60/70. Imagine se visse hoje? Isso é algo a se pensar e imaginar a São Paulo da época, a vida da época, que pra mim nada mais prazeroso, já que sou completamente nostalgico.
Pois bem, a coletânea começa com uma entrevista e homenagem à Adoniran Barbosa, compilada em 1984 pelo estúdio Eldorado, dois anos depois de sua morte. O arquivo conta com trechos de suas músicas, além dos depoimentos de Elis Regina, amiga de Adoniran e uma de seus melhores intérpretes, e de Mathilde Barbosa, sua viúva. Na foto a cima, Adoniran e Matthilde. Destaque também para o final da segunda parte da homenagem aonde Mathilde conta sobre a música Prova de Carinho, escrita para ela.
E abaixo um video do Adoniran acompanho pelo quarteto Talismã, cantando uma belíssima composição sua, Bom Dia Tristeza, aqui na coletânea a versão é por conta da Maysa, a mais bela versão desta música para mim.
E para finalizar minha singela homenagem, um outro vídeo do mestre do Bixiga, belo video, aonde podemos perceber a tristeza se certas composições suas.
Maravilha, mas Adoniran Barbosa não é o único mestre aqui, tem ainda Nelson Sargento, Cartola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Demonios da Garoa, Beth Carvalho, Moreira da Silva, Bezerra da Silva, entre outros, e até Jorge Aragão!
Queria contar um pouco da história de cada um e de suas músicas, mas a falta de tempo anda meio difícil. Só deixo abaixo uma frase sobre o samba carioca, e os malandros do Rio, Moreira e Bezerra por exemplo.
“Vivem com malandragem. E malandragem não é bandidagem.
Bandido é “bicho solto”. Já dizia o próprio Bezerra,
em parceria com N. Dias, “malandro demais vira bicho”.
O bicho solto acha que é malandro. Para os malandros,
ele é um mané, um otário. ‘
É isso ai, aproveitem a seleção, que foi feita no capricho, com quase 3 horas de cultura e muito samba! Uma música mais bonita que a outra, pura poesia. Isso é samba, valorize sua cultura, isso é Brasil.
Vol.1
01. Documento Inédito – Homenagem e Entrevista pt.1
02. Documento Inédito – Homenagem e Entrevista pt.2
03. Agoniza Mas Não Morre – Nelson Sargento
04. Com Que Roupa – Noel Rosa
05. Quando Eu Me Chamar Saudade – Nora Ney
06. Eu e as Flores – Nelson Cavaquinho
07. Amor de Trapo e Farrapo – Demônios da Garoa
08. Identidade – Jorge Aragão
09. Trem das Onze (ao vivo) – Demônios da Garoa
10. Saudosa Maloca – Adoniran Barbosa
11. Regresso – Candeia
12. Sempre Só – Beth Carvalho
13. Preciso Me Encontrar – Cartola
14. Carinhoso – Pixinguinha
15. Minha Vez De Sorrir – Nelson Sargento
16. De Álcool ou Poesia – Originais do Samba
17. Triste Margarida (Samba do Metrô) – Adoniran Barbosa
Uma das próximas seleções será destinada ao samba! Portanto, aqui vai um, já famoso, vídeo do Adoniran junto com a Elis Regina trocando uma ideia e fazendo um samba! É isso, apreciem a nossa música!
Outra coisa, muitos não percebem a ‘tristeza’ de certas letras de samba, inclusive do grande Adoniran Barbosa, suas letras são profundas, embora o ritmo seja animado. Mas samba é isso, pranto e alegria.
Mais uma do ritmo mais dançante da nossa querida ilha! Aquele que é só começar a tocar que não tem como mexer pelo menos o pé ou a cabeça, o corpo simplesmente não controla. Isso é Ska!
01. Long Winter – Prince Buster & The Charmers
02. Turn Your Lamp Down Low – Doreen Shaffer
03. Teach The Youth – Justin Hinds & The Dominoes
04. Life Could Be A Dream – The Maytals
05. Little Girl – Bobby Aitken
06. You May Stray – Lord Antics
07. Over The River – Justin Hinds & The Dominoes
08. Love Devine – King Stitt
09. If You Act This Way – The Maytals
10. What Am I Supposed To Do – The Wailers
11. Darling Don’t Do That (ska version) – Clancy Eccles
O 1º Reggae gravado no Brasil, pelo falecido recentemente Arnaud Rodrigues.
“Eu descobri esse lance porque eu ganhei um disco do Peter Tosh alguns anos antes. Era uma coisa que estava aparecendo na América Central. O público tava começando a ver aparecer as coisas de Bob Marley. E aí eu fiz esse reggae e ficou ali documentado. Se você pegar a data do surgimento do movimento reggae no Brasil e ver a data do disco, vai ver que “puta que pariu, é isso mesmo!”. Coisa que foi de muito tempo antes.”
Entrevista a Arnaud Rodrigues: http://www.coquetelmolotov.com.br/pt/entrevistas.php?cod=178
Primeira coletânea dedicada especialmente à esse ritmo maravilhoso, o ROCKSTEADY.
Ritmo de transição, de curto período, mas com uma música melhor que a outra, e é por isso que é o favorito de muita gente, quando se trata de música jamaicana, e o meu também.
Já diria Alton Ellis,” Just shake your head, rock your bodyline, shake your shoulders, everything in time”.
This is Rocksteady!
(Na foto, a rainha, Phyllis Dylon)
01. You Don’t Love Me – Dawn Penn
02. As Long As I Live – Don Henry
03. Love Brother – Errol Dunkley
04. Breaking Up – Alton Ellis with Tommy McCook & The Supersonics
Obrigado pelos elogios e alguns comentários no blog. São coisas assim que fazem valer a pena publicar essas coletâneas. Fico agradecido mesmo, porque pra mim divulgar música boa é simplesmente demais, tanto para quem conhece ou quem não conhece. O que fica é a boa intenção. Espero que os visitantes desse humilde blog estejam gostando do mesmo jeito do que eu, e gostaria de saber o que vocês pensam sobre essa intenção de resumir e selecionar a nossa querida música jamaicana da velha escola, ou se querem ouvir algo, algum tema ou estilo, que seja. Então por favor, se manisfestem.
Sem muitos comentários, só vale a pena ressaltar as versões dos Beatles que coloquei nessa, ambas muitos boas, My Sweet Lord (do grande George Harrinson) e Let It Be. Recomendo também a coletânea da Trojan de tributo aos garotos ingleses.
(Na foto, os Beatles montados em uma espécie do Leão de Judah, rs)
01. My Sweet Lord – Byron Lee and The Dragonnaires
02. Brotherly Love – Slim Smith
04. Revelation – Alva Lewis
05. Let It Be – Mohawks
06. Walk With Love – Prince Buster
07. Walking Up A One Way Street – Clarendonians
08. Always – Owen Gray
09. Travel With Love – Justin Hinds
10. When The Sun Goes – Brent Dowe
11. My Love – Dave & Ansil Collins Group
12. No Man Is An Island – Dennis Brown
13. Thinking – Ken Boothe
14. Hurting Me – Alton Ellis
15. Close To You – Phyllis Dillon
16. The Picture Was You – Alton Ellis & Hortense Ellis
Esse vídeo é um trailer de um documentário sobre o Rocksteady, que conta com a participação de diversos artistas que ainda estão vivos para contar a história desse ritmo tão belo, que deu origem ao reggae. E infelizmente ficou esquecido pela maioria com o tempo.
“MUSIC CAN HEAL YOU, MUSIC CAN MAKE YOU HAPPY.
MUSIC TOUCHS YOU WHERE DOCTORS CAN NEVER GO, TO THE SOUL.”
“The wat is not in the sky, the way is in the heart.” Buddha
Não é coisa de hippie, é simplesmente amor, paz e felicidade. Quem não sonha com isso?
Essa seleção tem diversas músicas que falam do assunto, do Soul ao Roots. A primeira música interpretada pelo Nicky Thomas, músico jamaicano com um pé no Soul, é original da banda de soul The Chambers Brothers. Ele deu uma mudada e fez sua versão, ambas bem legais. E ela já diz tudo, “Together we stand, divided we fall, love, peace, and happiness, is the best part of all”.
“Melhor que mil palavras inúteis é uma única que traga paz”. Isso foi extraido de textos budistas que infelizmente nao tenho muito conhecimento, então perdoem me se estiver algo errado. Mas para mim, pobre mortal, essa palavra é música.
Bom melhor falar menos e ouvir mais. “O amor é o caminho”, já diria Gandhi. Falando nele, que tal essa imagem hein? rs.
Coletânea em homenagem aos 40 anos de cultura e música Skinhead. Por tanto, nada melhor do que comemorar com muito Skinhead Reggae, o som que fez a cabeças dos jovens de 69′.
h
hAbaixo segue um vídeo com um punhado de imagens dos homenageados.
hCD 1
01. Tribute To Drumbago – The Dynamites
02. Sad Song – Barry Llewelyn
03. Your Sweet Love – Soul Cats
04. What A Situation – Slim Smith
05. Barbwire – Nora Dean
06. Give Me A Chance – Delano Stewart & Female
07. People Are Wondering – The Show Boys
08. Queen Of The World – Claudette & The Corporation
E pra finalizar, a última música é de uma banda atual Argentina.
jj
Na foto abaixo, da esquerda pra direita Lloyd Knibbs (bateria), o cantor Alton Ellis, Lloyd Brevette (contrabaixo), Jackie Mitoo (órgão), Roland Alphonso (sax), Ernest Ranglin (guitarra solo), Johnny Dizzy Moore (trompete), Jah Jerry, (guitarra base) e o cantor Ken Boothe (com o pandeiro).
Vol. 1
01. Rock Fort Rock – Skatalites
02. Garden of Love – Don Drummond
03. Safari – Raymond Harper
04. Feeling Fine – Don Drummond
05. Surplus – Don Drummond
06. Musical Communion – Baba Brooks
07. Latin Goes Ska – Skatalites
08. Divine Conception – Skatalites
09. Nelson’s Song – Skatalites
10. Down Beat Special – Roland Alphonso & Group
11. Schooling The Duke – Byron Lee & The Dragonaires
Isso ai, terceiro volume, e eu não me canso. Instrumental é muito bom. E pra ficar melhor ainda, esse volume com 26 músicas, uma melhor que a outra. Baixa logo vai. Obs: Quem disse quea nova escola não manja de reggae? Na maioria das vezes, na minha singela opnião, não manjam mesmo. Mas tem diversas excessões, e elas manjam muito! Por isso que The Aggrolites entrou na seleção, com a música Sound Of Bombshell.
Na foto, Hippy Boys
01. A Little Bit Of Heaven – Tommy Mcook & The SuperSonics
02. Reincarnate – Bobby Ellis & Tommy McCook
03. Funky Stuff – Tommy McCook & Bobby Ellis
04. Walls Of Jericho – Joe Gibbs & The Professionals
05. Three Finger Jack – Bobby Ellis
06. Dreams To Remember – Hippy Boys
07. Lady Madonna – Derrick Harriott & The Crystalites
08. Old Man River – Eddie ‘Tan Tan’ Thornton
09. Sweet Lorna – Duke Reid
10. Monkey Fiddle – Tommy McCook
11. Loving Serenade – Duke Reid
12. Man On Spot – Jackie Mittoo
13. Rawhide – Joe Gibbs & The Professionals
14. Swan Lake – Montego Melon
15. Sound of Bombshell – The Aggrolites
16. First Come First Served – The Sound Dimensions
17. Bombshell – Derrick Harriott And Crystalites
18. Power Cut – Glen Adams
19. Overproof (Little Darlin’) – King Cannon – Karl Bryan
20. Mr. Solo – Tommy Mcook And The SuperSonics
21. What’s My Colour – Jo Jo Bennett & The Mudies All Stars
22. Mabrouk (Wailing) – Tommy Mccook & The Supersonics
Pra não ter dúvida nem discussão, vou mandar 2 raps que não deixam a rima cair no chão. Creditos a Bárbara e a Nane, que me ajudaram a fazer um rap do bão.
“Vou manter minha tradição, e não errar na seleção.
Mandando som de qualidade, pra tocar o seu coração.
É Ska, Rocksteady e Early Reggay,
Pra quem teve aquele dia de cão.
Portanto, meu irmão, desliga esse barulho,
E vai escutar um boss sound de pura dedicação.”
“Vou mantendo a tradição, e não distorço a seleção
com som de qualidade que detém o espirito e a união
para curar o vazio dentro de qualquer coração, vou mandando um
Rocksteady, Reggae e até o Ska, pra não deixar as origens em vão.”
HAHAHAHAHA
Bom, deixando de palhaçada, aqui vai uma sem tema, então larga a mão de teima e baixa que tá o esquema.
Na foto, The Techniques.
01. Island In The Sun – The Paragons
02. Passion Love – The Melodians
03. My Best Girl – Dave Barker
04. I Wish It Would Rain – The Techniques
05. Beautiful And Dangerous – Desmond Dekker
06. Once A Man – Bill Jack
07. Games People Play – Winston Francis
08. What Can I Do – The Tartans
09. Shocking Love – The Federals
10. Private Number – Ernest Wilson
11. Your Love – Larry & Alvin
12. Girl I’ve Got A Date – Alton Ellis
13. Queen Majesty – The Techniques
14. Your Love Is Amazing – Dennis Brown
15. What Will Your Mama Say – Clancy Eccles
16. Night Owl – Freddie McGregor & The Clarendonians
17. Soul & Inspiration – The Hamlins
18. Heart of Man – The Techniques
19. Tumbling Tears – Alton Ellis
20. (I Am A) True Believer (Tyrone Evans & Bruce Ruffin)
Desta vez é diferente, estou postando uma coletânea não feita por mim. Pois é, fui fazer uma seleção dos mestres da Alpha Boys School mas percebi que nada chegaria perto desta coletânea que encontrei a muito tempo atrás no ex-blog Mulambada. Portando, para quem não conhece, divirtam-se.
Esta coletânea foi lançada pela Trojan em 2006 com os maiores artistas jamaicanos do Jazz, Ska e Rocksteady. E se quiser conhecer mais da historia da Alpha Boys School, que já dei uma resumida no post #6, visite http://www.alphaboysschool.com/. Valeu Sister!
01. Bertie King – Blue Lou
02. The Joe Harriott Quartet – Just Friends
03. Dizzy Reece & His Quintet – Now’s The Time
04. Wilton Bogey Gaynair – Wilton’s Mood
05. Don Drummond – Eastern Standard Time
06.Tommy McCook – Rocket Ship
07. Raymond Harper – Safari
08. Jo Jo Bennett – Musical Pressure
09. Vin Gordon – The Dirty Dozen
10. Lester Sterling – Soul Voyage
11. Lennie Hibbert – Pure Soul
12. Johnny Dizzy Moore – Tribute To Sir Alex
13. Bobby Ellis – James Ray
14. Carl Cannonball Bryan – Soul Pipe
15. Johnny Osbourne – The Warrior
16. Hedley Bennett – Hot Coffee
17. Rico Rodriguez – Rainbow Into The Rio Mino
18. Horsemouth Wallace – Skankey
19. Cedric Im Brooks & David Madden – Sea Breeze
20. Harold Mcnair – The Hipster
21. Tony Gregory – I Love You So Bad
22. Joe White – Blackboard Jungle
23. Glen Da Costa – New Found Love
24. Eddie ‘Tan Tan’ Thornton – Alpha Boys School
25. The Alpha Boys Band – Upward And Onward We Go
Não, não é Natiruts. É Roots Reggae, algumas nem tanto, mas quem liga? É REGGAE, E É BOM.
O estilo não é meu favorito dentro do reggae, mas todos sons são bons, e pra dar um ponta pé, o primeiro som é do trompetista Bobby Ellis, vindo da Alpha Boys School, formadora de talentos. Grande Sister Ignatius. Que em sua escola tirava os jovens das ruas e os ensinava música. A banda da escola foi de grande influência para o Ska e o Reggae, e formou talentosos artistas, um exemplo? Skatalites e D. Dekker. Aproveitem a seleção, e futuramente uma homenagem a Sister Mary Ignatius D.
Na foto abaixo: Jacob Miller.
01. Bobby Ellis – Mr. Ellis
02. John Holt – Let The Wicked Run Away
03. Pioneers – Pusher Man
04. Linval Thompson – I Love Marijuana
05. Liberators – Enemies Are Coming
06. Pioneers – Them A Wolf
07. Alton Ellis & The Heptones – Children Are Crying
08. Jacob Miller – Tenement Yard
09. Cimarons – Wake Up Jah Man Can (On the Rock)
10. Itals – Time Getting Harder
11. Jacob Miller – Forward Jah Jah Children
12. Barrington Levy – Sensimilea
13. The Gladiators – Roots Natty Roots
14. Errol Dunkley – Black Cinderella
15. Dennis Brown – Let Love In
16. The Heptones – Book Of Rules
17. Leroy Smart – Mirror Mirror
18. Augustus Pablo & Jacob Miller – Baby I Love You So
Bela seleção, músicas tranquilas, boas pra ouvir em qualquer situação e lugar. Reggae instrumental é isso, pra dar aquela relaxada, ou até aquela animada quando necessário. A coletânea começa com um som, que originalmente é um hino gospel dos EUA, mas também muito tocada por artistas de Folk e Jazz, impossível não ficar assobiando ela (pra mim). Mas essa versão é do grande Tommy McCook, só pra dar um ponta pé inicial na coletânea. E pode confiar que o resto também é só musicão!
Na Foto: Tommy McCook
01. The Saints (When The Saints Go Marching In) – Tommy McCook
02. Every Body Needs Love – Lloyd Charmers & The Hippy Boys
03. Soulful I – Lee Perry & The Upstters
04. Reggae Shuffle – The Pyramids
05. Drum Song – Jackie Mittoo
06. Tommy’s Rocksteady – Tommy McCook & The Supersonics
07. Safari – Lloyd Charmers & The Hippy Boys
08. Midnight Special – Jackie Mittoo
09. Rivers Of Babylon – Herbie Mann & Tommy McCook
Opa! Mais uma sem tema, só com os grandes nomes do Reggae, inclusive o “Rei” Bob Marley com os Wailers, música pouco conhecida do grupo, mas muito boa. E pra começar, a clássica Lessons Of Love, da belissíma voz de Slim Smith.
Na foto: The Melodians
01. Lessons Of Love – Slim Smith
02. I Wear My Slanders – The Gaylads
03. I Will Get Along Without You – The Melodians
04. You’re No Good (a.k.a. Crying Over You) – Ken Boothe
Opa, segunda coletânea, desta vez temática. O tema? Tears Of Love (algo como lágrimas de amor), com música fudidas desses chorões jamaicanos.
Mas acho que nem precisa falar nada, porque Alton Ellis, Ken Parker e Pat Kelly no elenco não da pra ficar ruim, não que os outros não sejam bons, pelo contrário. Ah só ouvindo pra ver mesmo.
Na foto: Alton Ellis
01. Cry Together – Alton Ellis & Hortense Ellis
02. I Catch My Self Crying – Ken Parker
03. Crying Crying Too – Hopeton Lewis
04. Crying Over You – The Heptones
05. Sit And Cry Over – Errol Dunkley
06. Why Did You Leave – Phyllis Dillon & Alton Ellis
O blog foi feito com o intuito de postar pequenas seleções de músicas, com foco no Ska, Rocksteady e o Reggae, só com a nata da música Jamaicana! Pedidos, sugestões, reclamações, entre outros, serão bem vindos e ouvidos. A intenção inical é postar coletâneas semanais com um pouquinho do que eu gosto, com algumas temáticas e outras não, mas garanto que é de bom gosto, ou pelo menos de coração.
O nome do blog, Tracks Of My Tears, é de uma música do Pat Kelly, dono de uma belissíma voz.
E claro agradecimentos ao pessoal e ao blog You & Me On A Jamboree, meu segundo pai.